January 2007

Sinfonia do Rio

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Tantas homenagens à Tom Jobim estão circulando nos blogs e na TV. Tom Jobim lembra o Rio de Janeiro e vice-versa.
Coloco abaixo o link para quem quiser apreciar a bela Sinfonia Rio de Janeiro, lançada em 1954.
Baixe aqui:

Perambulações

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A Batalha do Chile - A Revolta da Burguesia

Quando tinha uns 13 anos fui com um tio assistir ao filme “Jango” de Silvio Tendler. Gostei muito do filme, mas confesso de tirei um cochilo durante a exibição. Ano passado, tive a oportunidade de rever o filme recentemente numa mostra do CCBB de Brasília. É um resgate importante dos fatos políticos que antecederam ao golpe militar no Brasil. Imperdível.

Sempre tive vontade de assistir “A Batalha do Chile“, de Patrício Guzmán, um documentário de mais de 5 horas de duração com enredo bastante semelhante sobre o golpe de estado no Chile que assassinou o presidente Salvador Allende, encerrando o primeiro período histórico em que as forças populares governaram o Chile.

Nessas férias tive oportunidade de encontrar os filmes lançados no ano passado no Brasil pela coleção VideoFilmes em 4 DVDs. Minha expectativa foi superada em muito. O Filme é maravilhoso tanto do ponto de vista político quanto estético. Poucos filmes conseguem capturar de forma tão objetivo uma realidade tão complexa quanto as intrigas e manipulações de antecederam ao golpe. As imagens de época, com entrevista com pessoas comuns nas ruas e a dinâmica da câmera próxima às pessoas aproximam ainda mais o espectador do drama chileno.

A primeira parte do documentário, intitulada “A Revolta da Burguesia“, inicia com a cena impactante do bombardeio do Palácio de La Moneda. Uma cena muda que denota a violência e a destruição que os militares, abertamente apoiados pelos Estados Unidos, eram capazes para dar fim ao regime popular. A cena final é igualmente chocante, quando um cinegrafista é assassinado por um militar que iniciava o golpe enquanto o filmava.
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Os filmes de Patrício Guzmán

Os filmes de Silvio Tendler

Kinema

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Humberto Som e Galos!

Inacreditável! Humberto continua no mesminho lugar fornecendo som de primeira qualidade para quem gosta de música, principalmente os variados estilos de rock dos anos 60 e 70.

Fui lá durante as férias para ver se o lugar ainda existia ou se havia se transformado numa loja de ferragens ou coisa do gênero e para minha grande e grata surpresa ao atravessar o corredor do sobrado mais roqueiro da rua da Matriz estava lá um aviso pintado na parade: “Humberto Som e Galos, puxe a corda para tocar o sino”.

Pensei em interronper as férias para publicar algo no blog sobre o acontecimento, mas preferir curtir o segredo durante uns dias e escrever com mais calma no retorno à Brasília. Sensacional!

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Puxei a cordinha e uma cacetada de cachorros começaram a latir, nem precisava de sino, um barrulho dos infernos. Principalmente para mim que odeia cachorros. Quando eu vejo, lá vem Humberto, o próprio, mesminho, bicho grilo autêntico, outside genuíno, um cara que fugiu da Babilônia, usando um termo típico dele. Parece que não envelheceu, mas cortou o cabelo e usava umas roupas tipo exército.Atendeu da mesma forma de antes: “irmão”. Fez algumas perguntas antes de abrir o portão. Queria saber que tipo de música eu estava procurando. Sempre tive a impressão que ele não queria vender os discos e parecia que gostaria de se livrar dos clientes, se é que dá chamar assim os compradores. Falei logo que estava procurando “novidades” de rock progressivo. Aí ele foi logo abrindo o portão e explicando: “eu não tenho mais CDs para vender. Só faço cópia dos meus para algumas pessoas e tenho também uns arquivos no computador em .mp3″. Pense numa modernidade! Fui entrando e vi que no apertadinho onde ficavam os LPs viviam agora uma quantidade que não conseguir contar dos bendidos cachorros e do outro lado tinha uns puleros onde ele cria galos, isso mesmo, galos para vender.Pedi para ele me mostrar o catálogo e ele trouxe um papel com uma listagem, mas foi logo pegando uns CDs para me mostrar. Tudo material fino. Ele falou de uns bandas, que sinceramente, não lembrava. Senti que estou desatualizado nas paradas de progressivo dos anos 70. Lembrava do Eloy e do Jane, mas realmente na época pré-Internet era muito difícil achar discos dessas bandas. Batemos um papo rápido sobre as bandas, numa aulinha rápida dele. Logo em seguinda ele pegou uns CDs que para me recomendar: “você vai gostar disso. Eu fiz umas coletâneas de hard rock anos 70, extraídos dos meus LPs”. Na hora acho que meus olhos brilharam! Esse é o velho Humberto! Ele falou das bandas, não conhecia nenhuma. Poderia encontrar tudas e muito mais na rede, mas não ia perder a oportunidade de comprar as coletâneas feitas por Humberto, ainda mais com o nome que ele batizou “Rarríssimos Hard Rock anos 70“, número um e número dois.Encomendei as coletâneas de hard rock e uma de rock dos anos 60 e pedi sugestão para ele das bandas de progressivo que ele tinha me falado. Acabei encomendando 8 CDs. Combinamos o preço e acertei para pegar três dias depois. Na saída ele me perguntou: “Você quer conhecer minhas composições? Meu queixo quase caiu e falei logo: “mas claro!”. Ele contou a história das músicas, que tinha gravado num domingo que ele estava muito relaxado e se inspirava em Roni Von e Elis Regina. Prometeu me dar um CD com as músicas de presente.

Fui embora feliz e voltei no dia para pegar os CDs com a máquina fotográfica no bolso. Não poderia deixar de registrar esse momento, porque pensei que ninguém iria acreditar em mim. Na hora ele nem abriu a grade, mas foi me chamando pelo nome: “oi, Cláudio”, vou pegar os CDs. Peguei e inventei uma desculpa para as fotos. Disse que era para mandar para um amigo que ia lá também e não tinha acreditado. Ele, então, abriu a grande e pousou para uma foto ao lado de uma arte que havia feito. “Essa aqui está bonita, tira aqui”.

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Me entregou os CDs copiados e falou que tinha feito umas artes nele. Uns desenhos estilo progressivo. Ele não falou nada do CDs com as músicas dele, mas eu também não me senti à vontade para cobrar. Ele avisou também que estava pensando em fazer o “Rarríssimos Hard Rock anos 70 III”. Ôpa, quando for novamente no Recife tenho um bom motivo para ir novamente em Humberto.

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Depois vou escreve sobre os CDs. Só para dar uma palhinha do “Rarríssimos Hard Rock anos 70 I”, coloco abaixo uma música da banda Capitain Beyond, uma banda americana. Essa música é muito duca, um misto de hard rock e rock progressivo.

Ouça aqui:
Dancing Madly Backwards (On A Sea Of Air)

Para saber mais sobre a banda:
Captain Beyond no Wikipédia

Musicália

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a carne

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A Carne

Seu Jorge, Marcelo Yuca E Wilson Capellette

A carne mais barata do mercado é a carne negra

Que vai de graça pro presídio
E para debaixo de plástico
Que vai de graça pro subemprego
E pros hospitais psiquiátricos

A carne mais barata do mercado é a carne negra

Que fez e faz história
Segurando esse país no braço
O cabra aqui não se sente revoltado
Porque o revólver já está engatilhado
E o vingador é lento
Mas muito bem intencionado
E esse país
Vai deixando todo mundo preto
E o cabelo esticado

Mas mesmo assim
Ainda guardo o direito
De algum antepassado da cor
Brigar sutilmente por respeito
Brigar bravamente por respeito
Brigar por justiça e por respeito
De algum antepassado da cor
Brigar, brigar, brigar

A carne mais barata do mercado é a carne negra

Ouça aqui:
A Carne por Elza Soares

Foto: Rodrigo Lobo

Musicália

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