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Pires

O carnaval da irreverência, do escracho, está muito bem representado no Recife pelo bloco Quanta Ladeira, criado pelos músicos Lula Queiroga, Zé da Flauta e Lenine. As paródias de hits musicais da atualidade e clássicos pop são feitos com ingredientes de crítica política, a-política, extra-políticas e da putaria propriamente dita.

No vídeo abaixo “Pires”, de Michael Jackson:

Musicália
Olinda
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Concórdia

Rua do Sol, Rua da Aurora, Rua da Amizade, Rua da Soledade, Rua das Graças e tantas outras. Esses nomes já foram declamados por Manuel Bandeira, cantados por Alceu Valença e Chico Science.
Tem uma rua que o nome me encanta particularmente, a Rua da Concórdia. O nome da rua ganha outra dimensão durante o carnaval, pois apesar de ser um típica rua do centro do Recife, estreita, quase sem calçadas, é a principal artéria de passagem para o Galo da Madrugada.

Rua da Concórdia

A experiência de passar por lá seguindo no meio da corrente, arrastado pela alegria e algumas cervejas é única.

Hoje, sábado de carnaval, é dia oficial de ir para o Forte das Cinco Pontas, calibrar o fígado para seguir pela Concórdia até a Guararapes.

Galo 2008

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O Presente

Soube hoje pelos jornais de Recife que o poeta Alberto da Cunha Melo faleceu ontem. Lembrei logo dos amigos José Arnaldo e Celinha que eram amigos próximos de Cunha Melo. Recife é uma cidade em constante ebulição cultural, principalmente nas letras, cinema e música. Peço licença para que hoje, um domingo, seja uma Sexta-feira poesia!
alberto-da-cunha-melo.gif
Alberto da Cunha Melo (1942 - 2007)

O que hoje recebes
e não podes pegar, guardar
em panos e papéis laminados,
é imperecível,
presente onipresente.
Estás com ele na chuva
e não temes que se desfaça.
Estas com ele na multidão
e não o escondes dos multilados.
O que não existe para os homens
deles estará protegido,
o que os homens não vêem
não poderão espedaçar.
Eis o que não te denuncia
porque não tem face
nem volume para ser jogado no mar.
Eis o que é jovem a cada lembrança
porque não tem data
e série, para envelhecer.
O que hoje recebes
não pode ser devolvido.

Recifeliz
Sexta-Feira Poesia

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