Chuva sobre o mundo II
Após mais de 120 dias, enfim, voltou a chover em Brasília. Estou há quatro anos na cidade e ainda não me acostumei com essa secura. Sempre falo que o primeiro semestre é o tempo de ser feliz em Brasília, no segundo semestre, resistimos.
A chuva foi muito bem vinda, até deu vontade de descer da sala onde trabalho para ir tomar um bom banho de chuva. Fiquei só na vontade.
A chuva metafórica do poema de Cardozo, nos remete à tempos sombrios. Tenho pensado muito nisso e como a “realidade” vista pela TV está ficando “realista” demais, a perseguição, caçada e abate de bandidos filmada e aplaudida. Dura demais essa realidade.
Tentaremos manter a paz e a alegria no coração para “Quando a luz surgir de novo, quando amanhecer, / E o primeiro sol nascer / Sobre o dilúvio”.



